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Chefe do tr�fico da Rocinha � preso no RJ
Rio de Janeiro, RJ ? O chefe do tráfico da favela da Rocinha (zona Sul do Rio), Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi preso no fim da noite de anteontem pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar. Nem estava no porta-malas de um Toyota Corolla, que foi parado pela polícia na altura do clube Piraquê, na Lagoa, a poucos quilômetros da favela, após informações de inteligência terem apontado que o traficante, um dos mais procurados do Rio, estava no carro. O motorista do veículo, primeiramente, se identificou, segundo a polícia, como cônsul do Congo e alegou imunidade diplomática para não permitir que o carro fosse revistado. Diante dessa afirmação, os policiais do Batalhão de Choque decidiram escoltá-lo até a Polícia Federal. O motorista, então, teria oferecido suborno aos PMs, que lhe deram voz de prisão. ?Nem? tinha orgulho de nunca ter sido preso | FOLHAPRESS Rio de Janeiro, RJ ? Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, era um dos traficantes mais procurados do Rio. Acusado por tráfico de entorpecentes, homicídios, sequestro, entre outros crimes, se orgulhava de jamais ter sido preso. Nem entrou para o tráfico por acaso, quando precisava de dinheiro para tratar um problema de saúde de uma de suas filhas. Em 2005, chegou ao topo do hierarquia do tráfico na Rocinha, um dos morros mais populares do Rio de Janeiro. Ostentador, já teria assumido que queria sair do tráfico. De acordo com escutas da polícia, ele afirmou ser atormentado por sonhos de que está sendo esquartejado. Operação militar gera repercussão mundial | AGÊNCIA O GLOBO Rio de Janeiro, RJ ? A prisão do chefe do tráfico de drogas da Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, foi notícia em diversos veículos internacionais ontem. No diário espanhol El País, Nem é descrito como o homem que impunha sua vontade e caprichos na que é considerada a maior favela do Rio?. Sobre o fato, o La Nación, da Argentina, ressalta que, mesmo com uma melhora na reputação das policias, a escolta de Coelho prova que ainda há corrupção dentro das forças de segurança estatais do Brasil. De acordo com o periódico argentino, os prováveis 120 mil moradores da comunidade temem uma explosão de violência na favela por causa da entrada da polícia para a promoção da pacificação e instalação da UPP.