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S� fiz a minha obriga��o, diz policial
Rio de Janeiro, RJ ? Há pouco mais de dez anos, o tenente Disraeli Gomes, 30, viu sua mãe chorar de preocupação quando ele decidiu ingressar na PM. ?Nem sempre quis ser PM, não era meu sonho. Cheguei a ir até o quinto período de enfermagem. Mas surgiu a oportunidade, ingressei e decidi ficar?, disse. O tenente ? um dos quatro policiais do Batalhão de Choque que abordou o carro onde estava Nem ? não escondia ontem a felicidade ao contar que sua mãe chorou de alegria, após ver o filho ganhar notoriedade ao prender o chefe do tráfico de drogas da favela da Rocinha. ?Não tinha noção que a prisão teria essa repercussão toda?, admitiu, assustado com o assédio. Disraeli recusa o rótulo de herói, e ressalta que fez apenas seu trabalho. Sobre a tentativa de suborno para liberar o traficante, lembra que não foi a primeira vez que passou por essa situação.