Nacional
Mercado brasileiro j� assusta o mundo
Inundado por investimentos, patrocínios e empréstimos de bancos, o futebol brasileiro vive um momento de ?boom? financeiro que começa a mudar o mapa do esporte no mundo. Um raio X do futebol nacional mostra que, em vários aspectos, clubes começam a ter receitas parecidas aos dos grandes times europeus. Entre os cartolas de tradicionais equipes da Europa, a constatação é de que está cada vez mais caro tirar um jovem do Brasil. Para especialistas, fica uma questão: até que ponto esta exuberância econômica no Brasil é sustentável ou é apenas mais uma bolha? Nos últimos oito anos, os clubes brasileiros viram suas receitas aumentar em 300%, atingindo praticamente 1 bilhão de euros (R$ 2,5 bilhões) no final de 2010. Os dados foram levantados por Marcos Motta, da RBMF, e apresentados nesta semana em Zurique durante reunião fechada da elite da indústria do futebol mundial, evento promovido pela International Football Arena. Na ponta Um dos clubes que mais chama a atenção também é o Flamengo, com crescimento de 64% e de 151% do Santos. Renda de patrocínios aumentou 371% em apenas sete anos, passando de meros 20,8 milhões de euros (R$ 52 milhões) em 2003 para 98 milhões de euros (R$ 245 milhões) em 2009. A explosão do valor dos contratos de tevê também injetou milhões no futebol. Só o Corinthians viu uma expansão de 144% entre 2008 e 2010. O São Paulo aumentou em 83% e o Flamengo, 59%. Entre 2012 e 2015 os clubes vão receber um total de 500 milhões de euros (R$ 1,25 bilhão) por ano. Com o novo acordo, o Campeonato Brasileiro finalmente se aproxima das maiores ligas do mundo. Na Espanha, os clubes receberão um total de 520 milhões de euros (R$ 1,3 bilhão) em 2012 pela transmissão da competição, contra 668 milhões de euros (R$ 1,67 bilhão) na França. A Serie A na Itália é a mais rica, com 850 milhões de euros (R$ 2,1 bilhão) por temporada.