Nacional
Desemprego dificulta negocia��es salariais
São Paulo ? Os trabalhadores com carteira assinada e data-base neste segundo semestre estão conseguindo repor integralmente aos salários a inflação passada, mas aumento real é uma conquista cada vez mais difícil. Para o coordenador-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Wilson Amorim, as negociações daqui para a frente não serão muito boas, por causa da alta taxa de desemprego. Além disso, o crescimento da economia neste ano não vingou e os empresários estão mais cautelosos. Segundo Amorim, as empresas também estão fazendo grande pressão para diminuir os direitos dos trabalhadores. Hoje, a Força Sindical vai mais uma vez sortear carros e apresentar shows musicais para reunir um grande número de trabalhadores no lançamento da campanha salarial unificada do segundo semestre. O evento tem ainda um tom político: a Força quer incentivar os trabalhadores a votarem em políticos ligados aos movimentos sindicais, segundo o presidente em exercício da entidade, João Carlos Gonçalves, o Juruna. O presidente licenciado da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, é candidato a vice-presidente pela chapa de Ciro Gomes, da Frente Trabalhista. As reivindicações da campanha salarial serão aprovadas em assembléia, que acontecerá antes da programação musical. Os trabalhadores devem votar pelo reajuste de 15% (9% de inflação mais aumento real), manutenção de cláusulas sociais, pagamento de participação nos lucros e resultados (PLR) e redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Segundo Juruna, as categorias terão independência para negociar com os patrões pautas específicas, que vão além desses quatro itens.