Nacional
Dilma diz que resolve caso de Lupi na segunda
Caracas, Venezuela ? A presidente Dilma Rousseff ironizou ontem em Caracas a declaração de amor feita a ela pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), no mês passado, e disse que fará uma análise ?objetiva? para decidir, a partir de segunda, se ele ficará na pasta. Questionada se o ?Dilma, eu te amo? lançado por Lupi durante uma sessão da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara no dia 10 de novembro havia influenciado a decisão da mandatária de mantê-lo no cargo até agora, apesar do parecer contrário da Comissão de Ética da Presidência, ela respondeu: ?Eu tenho 63 anos de idade, uma filha com 34 anos, um neto de um ano e dois meses. Eu não sou propriamente uma adolescente e eu diria também [que não sou propriamente] uma romântica. Acho que a vida ensina a gente. Acho que a gente tem de respeitar as pessoas, mas eu faço análises muito objetivas?, declarou a presidente. ?Qualquer situação referente ao Brasil vocês podem ter certeza que eu resolvo a partir de segunda-feira?. Deputado processa Dilma por não demitir ministro MARIA CLARA CABRAL - FOLHAPRESS Brasília, DF ? O deputado tucano Fernando Francischini (PR) protocolou ontem uma ação popular na 5ª Vara Cível da 4ª Região da Justiça Federal, do Paraná, contra a presidente Dilma Roussef, contra o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e contra a União. O deputado argumenta que Dilma se omitiu no dever de exonerar Lupi. Ele diz que o ministro, por sua vez, cometeu atos de improbidade administrativa. Francischini pede que Lupi devolva aos cofres da União o salário que recebeu ao acumular dois cargos públicos distintos, na Câmara, em Brasília, e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, conforme revelou a Folha de S.Paulo na quarta-feira. A ?acumulação remunerada de cargos públicos? é proibida pela Constituição e pode levar a ações judiciais por improbidade administrativa e peculato, com cobrança da devolução dos recursos recebidos de maneira irregular.