Nacional
Venezuela conquista durante visita de Dilma
Caracas, Venezuela ? Em sua primeira visita a Venezuela, a presidente Dilma Rousseff manteve o script brasileiro de benfeitor regional. A reunião de quase cinco horas entre os presidentes Hugo Chávez e Dilma Rousseff terminou em 11 acordos, protocolos de intenção e memorandos. Na sua maioria, o governo brasileiro dá apoio técnico, desenvolve projetos, transfere tecnologias. Em troca, apenas promessas de negócios futuros e um contrato entre a construtora brasileira Odebrecht e Corporação Venezuelana de Petróleo (CVP) para a criação de uma empresa mista para exploração nos campos Mara Oeste, Mara Este e La Paz. Roteiro parecido se seguiu na sexta-feira, na primeira reunião bilateral entre Dilma e Evo Morales, presidente da Bolívia. A própria presidente revelou que, no encontro, o Brasil deixou claro a importância que dá à relação com o país e ?e se dispôs a auxiliar tudo que for necessário especialmente na área de energia?. Presidente volta com promessas Dilma volta para casa com três ?cartas de compromisso?. Uma delas prevê que a Venezuela compre 20 aviões 190-AR da Embraer para renovar a frota da empresa estatal Conviasa, que faz o transporte regional venezuelano. Por enquanto, não passa de um interesse que pode levar, em dois meses, a um contrato de compra ? financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Uma das outras cartas de compromisso, com a WEG Equipamentos Elétricos, prevê a realização de estudos que podem virar uma proposta para o fornecimento de equipamentos elétricos como geradores e subestações. A terceira, com a construtora Queiroz Galvão deve levar à construção da hidrelétrica de Doradas-Camburito, também com financiamento do BNDES.