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Beira-Mar mandou fechar com�rcio, indica grava��o
Rio de Janeiro ? A ordem para o fechamento do comércio do Rio de Janeiro na segunda-feira foi dada por traficantes presos no Batalhão de Choque da Polícia Militar, entre eles o líder da rebelião em Bangu 1, Fernandinho Beira-Mar, informaram, ontem, fontes ligadas ao Ministério Público (MP). O MP Estadual afirma ter a gravação de uma conversa telefônica entre traficantes, cujo teor e data não haviam sido oficialmente revelados, que indicaria que a ação já estava sendo organizada há mais de duas semanas, pelos protagonistas da rebelião que deixou quatro mortos no presídio de segurança máxima no dia 12 de setembro. A Secretaria da Segurança Pública do Rio teria conhecimento dos planos desde o dia 16 de setembro, de acordo com comunicado da Procuradoria Geral de Justiça do Estado. O procurador-geral de Justiça do Rio, José Muiños Piñeiro Filho, afirmou em um comunicado que a fita foi entregue no dia 16 de setembro ao secretário da Segurança, Roberto Aguiar, ?a fim de que fossem adotadas as providências cabíveis, notadamente no âmbito do setor de inteligência das polícias, pela gravidade do assunto?. De acordo com o comunicado, em respeito ao Poder Executivo, o Ministério Público do Rio de Janeiro preferiu não tornar pública a conversa dos traficantes para evitar o pânico social e dar tempo ao sistema de segurança estatal de se preparar para o enfrentamento da questão. O comunicado não esclarece o conteúdo da conversa. Na segunda-feira, quando o comércio foi fechado em 30 bairros do Grande Rio de Janeiro, as autoridades fluminenses atribuíram a maior parte do pânico a boatos, e a governadora Benedita da Silva (PT) levantou a hipótese de que os rumores tivessem objetivos eleitorais. Ela afirmou também, porém, que outra possibilidade para a ação seria uma represália dos traficantes à ação mais dura da polícia sob sua gestão. Calma Depois de colocar todo o efetivo policial do Estado nas ruas para garantir a segurança dos habitantes da cidade, a governadora Benedita da Silva pediu calma e apelou para que a população não ficasse apavorada com boatos e ameaças de violência que venham a ser espalhadas ?por pessoas interessadas em disseminar o terror no Estado?. Ela declarou que conversou com o presidente Fernando Henrique Cardoso e afirma que, por enquanto, está descartada uma ação conjunta no Estado, mas admite que, se for necessário, vai solicitar o apoio de forças federais.