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Nº 5715
Nacional

Tucano sugere debates, mas PT descarta essa estrat�gia

São Paulo – O candidato da Grande Aliança (PSDB-PMDB) à Presidência da República, José Serra, disse ontem  que o segundo turno não é uma prorrogação de jogo: “O jogo começa agora, na direção do debate e no aprofundamento das propostas”, reiterou ele duran

Por | Edição do dia 09/10/2002 - Matéria atualizada em 09/10/2002 às 00h00

São Paulo – O candidato da Grande Aliança (PSDB-PMDB) à Presidência da República, José Serra, disse ontem  que o segundo turno não é uma prorrogação de jogo: “O jogo começa agora, na direção do debate e no aprofundamento das propostas”, reiterou ele durante pronunciamento de 15 minutos que fez após encontro com o comando de sua campanha e lideranças políticas, entre elas o vice-presidente  Marco Maciel e o ex-ministro  do Trabalho Francisco Dornelles. Uma das principais estratégias de campanha neste segundo turno será o confronto e o debate de propostas com o adversário do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. “O Brasil está cheio de problemas, temos de olhar para o futuro e ver quem tem competência para executar as propostas. Por isso, o debate no segundo turno é essencial para que a população possa confrontar as experiências dos candidatos”. Num esboço do que pode ser a aliança nacional ampliada da candidatura José Serra à Presidência, lideranças do PSDB, PMDB, PFL e PPB reuniram-se ontem num hotel em São Paulo para discutir os rumos do segundo turno. Serra encontrou-se com a deputada e vice na chapa, Rita Camata (PMDB-ES), com o ex-ministro e deputado federal Francisco Dornelles (PPB-RJ) e com os presidentes nacionais do PSDB, José Aníbal, e do PMDB, Michel Temer. O vice-presidente da República Marco Maciel, um dos caciques do PFL, foi o último a chegar à reunião, com certo atraso. Após a reunião, o presidenciável fez um pronunciamento, mas se recusou a responder perguntas - embora tenha convocado os jornalistas para uma entrevista coletiva. No discurso, Serra mostrou que a estratégia da campanha será tentar anular as prováveis críticas do adversário aos oito anos do governo Fernando Henrique com propostas de soluções para os problemas nacionais carregadas de otimismo. O deputado federal José Dirceu, coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, afirmou que o PT “não vai entrar” na estratégia estabelecida pelo adversário José Serra (PSDB) de polarizar a campanha em debates diretos com Lula. “Sobre os debates, nossa posição é muito clara e temos autoridade para falar sobre isso, pois Lula participou de todos os debates no primeiro turno”, afirmou Dirceu. “Não venham querer dizer pra gente que a coisa mais importante é definir quantos debates devemos fazer. Nós cuidamos da nossa estratégia”, afirmou.

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