Nacional
Nordeste tem quase o dobro de votos nulos das demais regi�es
Brasília ? O Nordeste foi a região com o maior índice de votos nulos: 12,38% dos eleitores que compareceram às urnas anularam o voto para presidente, contra a média nacional de 7,36%. Para anular, basta digitar um número de candidato inexistente e, em seguida, acionar a tecla ?confirma? na urna eletrônica. Isso pode ocorrer deliberadamente ou por erro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acredita que o erro é a causa da maioria dos casos de votos nulos. Todos os nove Estados do Nordeste superaram a média do país. Os recordistas foram Maranhão (16,54%) e Bahia (14,65%). O fenômeno da maior ocorrência de votos nulos nessa região já havia sido verificado nas eleições gerais de 1998: 13,5% no Nordeste, contra 10,67% no país. Os Estados recordistas naquele ano foram Alagoas (21,11%) e Paraíba (15,43%). Somados, o total de votos nulos e brancos em todo o país ficou próximo da votação de Ciro Gomes (PPS), o quarto colocado na disputa à Presidência. No fim da tarde de hoje, quando faltavam ser apurados os votos de 97 seções (0,03%), o boletim com o resultado parcial das eleições indicava uma diferença de apenas 323.878 entre os votos inválidos e os dados a Ciro. O candidato do PPS havia recebido 10,162 milhões de votos, e 9,838 milhões de eleitores tinham invalidado a escolha do novo presidente: 6,966 milhões anularam o voto, e 2,872 milhões acionaram a tecla ?branco? na urna. Outros 20,485 milhões de pessoas cadastradas pela Justiça Eleitoral nem compareceram à seção, conforme o boletim parcial divulgado pelo TSE com 99,97% dos votos apurados. Ao todo, 30,3 milhões de pessoas se ausentaram ou invalidaram o voto. Esse contingente supera a soma de votos obtida por Anthony Garotinho (PSB) -15,166 milhões - e de Ciro - 10,161 milhões - na disputa presidencial. O número de abstenções inclui tanto ausentes quanto ?fantasmas?, ou seja, nomes de pessoas que morreram, mas não foram excluídas do cadastro da Justiça Eleitoral.