Nacional
Aliados de bicheiro tamb�m v�o silenciar
Brasília, DF ? Convocados para falar na CPI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas, o sargento da reserva da Aeronáutica, Idalberto Matias, o Dadá, e o policial Jairo Martins também decidiram ficar calados na sessão no Congresso. Ambos são apontados pela Polícia Federal como assessores diretos do empresário preso por comandar um esquema de exploração de jogos ilegais, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos. Eles atuavam como arapongas a serviço de Cachoeira, de acordo com as investigações da PF. A defesa dos dois aliados de Cachoeira protocolou um pedido à presidência da CPI, que garantiu o direito deles de ficarem calados. Os advogados de Dadá e Jairo argumentam que os clientes não podem produzir provas contra eles mesmos, mesmo argumento usado por Cachoeira para não falar na sessão da CPI de terça-feira. A reportagem procurou um advogado de Wladimir Garcêz, Neiron Cruvinel, mas ele estava em audiência na Justiça, segunda sua secretária, e não telefonou de volta. Considerado pela PF como o braço político do esquema de Cachoeira, Garcêz também deve depor hoje na comissão.