Nacional
Evento muda rotina da cidade
Rio de Janeiro ? A Rio+20 é plural. Por um lado, artesãos e ecologistas arrastam as chinelas, montam tendas na Cúpula dos Povos e preparam protestos contra a degradação ambiental na região metropolitana do Rio de Janeiro. Enquanto isso, em outros locais da conferência, políticos, empresários e economistas de terno e gravata participam de reuniões em ambientes elegantes para discutir a badalada economia verde e alternativas para o futuro do planeta. Delegações de chefes de Estado de mais de 190 países estão chegando ao Rio. Só para a programação oficial da Conferência das Nações Unidas estão sendo esperadas 50 mil pessoas. O número de participantes dos eventos paralelos pode ser bem maior. Estima-se 200 mil pessoas, todas sintonizadas em atividades para encontrar o tripé do desenvolvimento sustentável: com progresso econômico, justiça social e harmonia com o meio ambiente. A cidade está agitada. Faltam vagas em hotéis, os táxis são disputados, um esquema especial de trânsito foi montado e o governo lançou um plano reforçado de segurança, com apoio das Forças Armadas. O próprio prefeito Eduardo Paes chegou a declarar que é preciso administrar o caos, numa declaração que lança dúvidas sobre a capacidade da cidade para receber grandes eventos como a Copa das Confederações, a abertura da Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.