Nacional
Ambientalista prega sustentabilidade
Para Anivaldo Miranda, quando se trata do meio ambiente e, em particular, da caatinga, não se pode pensar apenas em preservar. ?Esta já seria uma visão ultrapassada. Devemos ter o entendimento de conjugar a preservação com o uso do seu potencial e chegar à fórmula ideal para o desenvolvimento sustentável?. O alagoano destaca, ainda, que este pensamento configura o grande desafio da conferência Rio+20. ?É a busca da economia verde com a erradicação da pobreza, pensando em mecanismos que preservem o meio ambiente?. Ambientalistas, gestores, cientistas e representantes de mais de 300 organizações governamentais e não governamentais do Nordeste participaram da elaboração de uma ?Declaração do Semiárido?, que será apresentada na Rio+20. O documento apresenta reivindicações importantes, como a inclusão do bioma Caatinga como patrimônio nacional e a aprovação no Congresso Nacional da Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. AGROFLORESTAS Entre outras ações pontuadas no documento estão o incentivo à implantação de sistemas agroflorestais como alternativa sustentável de produção, priorização da agricultura familiar sustentável e fomento a linhas de crédito oficiais para atividades sustentáveis na caatinga. Os defensores da caatinga levam à Rio+20 exemplos de sertanejos que estão vivendo de forma agroecológica, em condições bem mais tranquilas do que a grande maioria desse povo sofrido. Em períodos de seca intensa como o atual, essa diferença só se agrava e demonstra a importância do desenvolvimento sustentável. MG