Nacional
Protestos marcam a Rio+20
Rio de Janeiro ? Enquanto as nações não se entendem sobre o documento final, e a conferência não apresenta avanços, pelo menos duas coisas funcionam bem na Rio+20: os protestos e os exemplos bem sucedidos de desenvolvimento sustentável. Índios ocupam a entrada do prédio do BNDES, no Centro, passeatas fecham o trânsito no Aterro do Flamengo, feministas mostram os seios para delegados no Riocentro, ativistas protestam em Ipanema contra a presença do presidente iraniano Ahmadinejah e ecologistas promovem a Rio+Tóxico para mostrar que os anfitriões não cumprem o dever de casa. Tem de tudo. Manifestantes andam para trás, sinalizando o retrocesso das negociações, velas acesas representam o luto contra a Economia Verde, representantes sindicais usam imagens de Che Guevara e cerram os punhos contra o capitalismo, atos públicos criticam o novo código florestal, abaixo assinados para reduzir o uso de helicópteros, militantes com máscaras do movimento Ocupe Wall Street (contra corrupção e arbitrariedades de grandes corporações) e outros vestidos como vacas de pelúcia, criticando o avanço do agronegócio sobre as florestas. Nas ruas, no acampamento indígena da Quinta da Boa Vista e na Cúpula dos Povos, protestos simultâneos acontecem a todo instante. Tem até um flanelinha carioca que aproveitou o evento para escrever a sua mensagem num cartaz com os seguintes dizeres: ?Mulheres, sejam ecológicas, soltem as periquitas: Rio+20?. Em espaços criados para empresas (Windsor Barra Hotel), governos (Parque dos Atletas) e cientistas (PUC-Rio), as manifestações acontecem com a apresentação de projetos e ideias sustentáveis que dão certo nos campos social, econômico e ambiental. Simultâneos Protestos acontecem nas ruas, no acampamento indígena da Quinta da Boa Vista e na Cúpula dos Povos