Nacional
L�deres adotam tom mais brando em discurso
Rio de Janeiro ? Falar é fácil. É isso o que têm feito os líderes dos países desenvolvidos na Rio+20. Estão preocupados apenas em jogar para a torcida, dizem que o texto final da Rio+20 poderia ter sido mais ambicioso, mas na hora de agir não fazem nada. Nem mesmo para firmar um compromisso ou aceitar propostas concretas de investimento em sustentabilidade. Nada. Até na hora de discursar na frente de seus pares, durante a conferência, eles adotam tom mais brando, de fala flácida e retórica vazia, bem diferente dos arroubos engajados e politicamente corretos à frente das câmeras. Presidentes e chanceleres escondem que o resultado é fraco por causa dos negociadores comandados por eles. Uma alta fonte da delegação brasileira que participou das discussões sobre o texto final da conferência revelou à agência de notícias Reuters que ?os países ricos mostraram má vontade e deram um mau exemplo nas negociações da Rio+20. Para entender o interesse deles, basta ver que na Eco-92 todos os chefes de Estado do G7 estavam aqui. Agora, só tem um?. Uma reportagem do UOL aponta ainda que os países ricos, que atribuíram à crise econômica a impossibilidade de se comprometerem com recursos para o meio ambiente, ?estão jogando para a galera e vendendo um discurso para a opinião pública, mas nos bastidores das negociações têm sido tímidos nas propostas e negligentes em alguns casos?, disse a fonte da Reuters. ?Tem gente falando uma coisa e fazendo outra, literalmente?, acrescentou.