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Rio vive madrugada violenta: at� Pal�cio Guanabara � metralhado

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Rio ? A onda de violência que atingiu o Rio na madrugada de ontem foi programada dias antes do primeiro turno das eleições, em uma reunião de traficantes. A governadora do Rio, Benedita da Silva, disse que o serviço de inteligência da polícia já tinha informações sobre um plano de fuga em massa em Bangu. Conforme o chefe de Polícia Civil do Estado, Zaqueu Teixeira, uma reunião ocorrida na favela da Rocinha, zona sul da cidade, serviu para planejar os ataques. Terça-feira à noite, uma tentativa de resgate provocou uma rebelião no presídio Bangu 3. Durante a madrugada, traficantes metralharam o Palácio Guanabara ? sede do governo do Estado ?, uma delegacia, carros das polícias Militar e Civil, e atiraram uma granada na entrada do Shopping Rio-Sul. Um policial civil morreu. Outros dois ? um civil e um militar ? ficaram feridos. A polícia acredita que os ataques da madrugada tenham sido praticados pelo mesmo grupo que tentou libertar o traficante conhecido como Isaías do Borel, integrante do Comando Vermelho, de Bangu. Para a governadora Benedita da Silva, o que ocorreu foi uma reação ao combate ao crime organizado. ?Eles saíram em represália?, afirmou. Ela disse ainda que não está intimidada pela violência. Após a tentativa de resgate e rebelião em Bangu 3, a segurança na cidade foi reforçada por mais 122 policiais militares. Um acusado de participar da tentativa de resgate na unidade foi preso na favela Mandela, em Manguinhos. Segundo a Polícia Civil, o traficante Adriano Ferreira dos Santos, 20, conhecido como Tienea, fugiu da Casa de Custódia Jorge Santana - também em Bangu- no final de julho. O acusado também seria do CV (Comando Vermelho). Tentativa de resgate A tentativa de resgate em Bangu 3 ocorreu por volta das 22h de terça-feira. Com a ação frustrada, os presos se rebelaram. O motim terminou por volta das 9h30 de ontem. Cinco detentos sofreram ferimentos leves. Durante revista na unidade, após a rebelião, foram encontrados dois revólveres -que foram tirados dos agentes penitenciários- cinco pistolas, três AR-15, dez carregadores para metralhadora, duas granadas, um coquetel molotov e cinco quilos de material explosivo. Uma picape, que estava fora do muro do presídio, também foi apreendida. O veículo fazia parte de um conjunto de cinco picapes que tinham como objetivo derrubar o muro de Bangu para facilitar o resgate dos presos. A primeira ação do tráfico foi registrada por volta da meia-noite, quando um policial civil morreu e outro ficou ferido durante confronto com traficantes em São Cristóvão, zona norte. Na sequência, os criminosos atiram uma granada na frente do Shopping Rio-Sul, em Botafogo, zona sul, atiraram contra o Palácio Guanabara, trocam tiros com um policial militar no túnel Santa Bárbara, que liga a zona sul à zona norte e atiram contra o 6º Distrito Policial, por volta da 1h35. Os homens que atiraram contra a sede do governo do Rio estavam em um táxi, segundo a Polícia Militar. Outros ?bondes? (comboios de traficantes) teriam sido detectados em outros pontos da cidade.

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