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Nº 5751
Nacional

FHC gasta no 2� mandato R$ 405 bi com a d�vida

Brasília – O governo Fernando Henrique Cardoso deverá  gastar no seu segundo mandato  (1999/2002) o equivalente a um  ano inteiro do Orçamento da  União apenas com o pagamento  de juros e amortizações das dívidas públicas interna e externa. A  conclusão f

Por | Edição do dia 25/02/2002 - Matéria atualizada em 25/02/2002 às 00h00

Brasília – O governo Fernando Henrique Cardoso deverá  gastar no seu segundo mandato  (1999/2002) o equivalente a um  ano inteiro do Orçamento da  União apenas com o pagamento  de juros e amortizações das dívidas públicas interna e externa. A  conclusão faz parte de pesquisa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), uma ONG que se dedica ao estudo dos gastos públicos, especialmente da área social, a partir de dados corrigidos pela inflação do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). No segundo mandato de governo FHC, serão gastos o equivalente a R$ 405,361 bilhões em pagamentos de juros e amortizações da dívida pública. Deste total, R$ 289,5 bilhões foram pagos entre 1999 e 2001 e outros R$ 115,8 bilhões estão previstos no Orçamento de 2002. Em 2001, a despesa efetiva da União, ou seja, os recursos gastos com pagamento de pessoal, custeio e investimento, e todas as despesas do Legislativo e Judiciário, somou R$ 414,1 bilhões. O pagamento dos encargos da dívida corresponde a 97,9% da despesa total de 2001 e a 92,2% da despesa prevista para 2002, de acordo com o Orçamento da União. Segundo o assessor técnico do Inesc, Austregésilo Melo, programas importantes para a população de baixa renda, como de saneamento básico e saúde, acabam ficando de lado para possibilitar o pagamento de juros e amortizações da dívida pública. “A política passa a concentrar a renda’’, afirma Melo. Execução zero De acordo com dados da própria execução orçamentária de 2001, o programa “Saneamento é Vida”, que leva obras de saneamento básico para populações carentes, recebeu R$ 71,947 milhões. No entanto, a execução foi zero, ou seja, nada foi utilizado. O programa “Saúde do Trabalhador’’ tinha dotação de R$ 7,8 milhões, mas apenas 12% foram gastos. O programa “Controle da Hanseníase e outras dermatoses” tinha recursos da ordem de R$ 12,6 milhões e apenas 15,8% foram utilizados. O assessor afirma que o levantamento mostra que, de todos os recursos que o governo investir no País – sejam em programas sociais, gastos com pessoal, obras – nesses quatro anos, cerca de 25% retornarão aos bancos e organismos internacionais em forma de pagamentos de juros e encargos da dívida.

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