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Cachoeira volta para a cadeia

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Brasília, DF ? A Justiça Federal em Goiás condenou a 39 anos e oito meses de prisão o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que voltou para a prisão 16 dias depois de ser solto. O juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal em Goiânia, determinou a prisão do contraventor e sentenciou o chefe da organização criminosa que explorava jogos ilegais nos autos da operação Monte Carlo. Além de Cachoeira, outros sete réus foram condenados. Entre eles, o ex-sargento da Aeronáutica, Idalberto Matias de Araújo. Cachoeira foi preso em casa por volta das 14 horas de ontem e levado para a Superintendência da Polícia Federal em Goiânia, onde deve passar o fim de semana. ?A gravidade da conduta do réu avulta, na medida em que era ele um dos responsáveis pela congregação dos demais corréus e coordenação da divisão de tarefas?, destaca Alderico dos Santos. Na sentença de 500 páginas, o juiz federal afastou todos os argumentos apresentados pelos advogados dos réus na tentativa de liberação. A ação da Monte Carlo foi desmembrada e os outros 73 réus respondem a uma ação separada. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Cachoeira era ?o grande idealizador, controlador, apoiador, mentor e financiador da associação criminosa?. A quadrilha explorava pontos de máquinas caça-níqueis e bingos em Goiânia e no entorno de Brasília. O negócio se mantinha com apoio de policiais militares, civis e federais.

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