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Amaz�nia nunca foi t�o vulner�vel, alertam cientistas
A Amazônia nunca foi tão vulnerável às mudanças climáticas e ao desmatamento, concluiram cientistas reunidos nessa quinta-feira, em Londres, Inglaterra, para discutir o futuro da floresta. A conferência ?Clima e Amazônia: Consqüências para o Nosso Planeta?, que teve como uma das mediadoras Bianca Jagger, ressaltou alguns problemas e possíveis soluções para preservação da floresta. De acordo com uma pesquisa apresentada, se o desmatamento continuar, pelo menos 40% da Amazônia pode desaparecer nos próximos 20 anos. Outro problema é que o número cada vez menor de árvores poderia causar uma mudança em todo o clima da floresta e de várias cidades brasileiras e sul-americanas. Gás carbônico ?Menos árvores significa menos chuvas. A quantidade de vapor d´água que deixaria de ser emitido pode aumentar a seca, alterar o clima e as espécies, não só na região, mas em regiões próximas, de São Paulo à Argentina?, disse Luiz Gylvan Meira Filho, do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil. Dos 7 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia, 5 milhões estão no Brasil. A floresta abriga 55 mil espécies de plantas. Atá 1998, 549 mil quilômetros quadrados haviam sido desmatados no Brasil. Segundo Adriana Moreira, especialista em meio ambiente do Banco Mundial, 80% do desmatamento ocorre de forma ilegal, e quase 90% da madeira não são exportadas, mas consumidas no Brasil. ?O governo precisa realizar uma intensa campanha interna para que as pessoas nas grandes cidades não consumam madeira sem selo de autenticidade?, disse. Uma das questões que despertaram maior interesse do público formado por acadêmicos foi a proposta brasileira do ?Mecanismo de Desenvolvimento Limpo?. O projeto foi incluído no protocolo de Kyoto e prevê que países em desenvolvimento, que não lançam tanto gás carbônico na atmosfera, receberiam recursos de países industrializados para investir no meio ambiente. Pelo mecanismo, o Brasil poderia usar a Amazônia para receber incentivos de países ricos, já que a floresta faz com o que o país economize uma enorme quantidade de gás carbônico, absolvido pela árvores.