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Adiamento de posse s� sai com consenso, diz A�cio
Brasília ? O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), disse ontem que o adiamento da posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do dia 1º para 6 de janeiro só será possível se houver consenso entre os partidos e interesse do futuro governo. Quarta-feira, Aécio consultou o líder do PT na Câmara, João Paulo Cunha (SP), sobre a posição do partido em relação à proposta de mudança. João Paulo ficou de dar uma resposta na próxima semana. Antes da vitória de Lula, o presidente do PT, deputado José Dirceu (SP), se manifestou a favor da mudança, mas afirmou que o assunto não estava entre as prioridades do partido. Para o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), não há tempo para aprovar a mudança, que depende de votação de emenda constitucional em dois turnos na Câmara e no Senado. ?Isso não é prioridade?, afirmou Madeira, que disse não ver inconveniência em dar posse ao presidente da República na virada do ano. A reportagem apurou que assessores do Palácio do Planalto manifestaram preocupação com a mudança da data porque o mandato do atual presidente seria prorrogado por seis dias e o do futuro reduzido. Na avaliação, isso poderia abrir precedente e permitir questionamento da decisão na Justiça. A mudança da data da posse foi sugerida por Aécio, mas até agora nem mesmo a comissão especial para apreciar a emenda constitucional começou a funcionar. A comissão deveria ter sido instalada ontem, mas não houve quórum.