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Nº 5714
Nacional

Alguns itens do Fome Zero s�o paliativos, diz Graziano

São Paulo – O economista José Graziano, que integra a equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu que alguns pontos do programa Fome Zero, como a distribuição de cestas básicas e, em parte, os cartões magnéticos e cupon

Por | Edição do dia 03/11/2002 - Matéria atualizada em 03/11/2002 às 00h00

São Paulo – O economista José Graziano, que integra a equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, reconheceu que alguns pontos do programa Fome Zero, como a distribuição de cestas básicas e, em parte, os cartões magnéticos e cupons de alimentação, podem até ser considerados paliativos, conforme especialistas  e entidades que atuam na área vêm criticando. No entanto, ele afirmou, na quinta-feira, que essas são medidas emergenciais que serão acompanhadas, a longo prazo por “políticas estruturais”. Uma das críticas feitas ao programa é que ele seria “assistencial” e não atingiria a “raiz do problema”. Graziano ressaltou que o Fome Zero não é um projeto isolado, já que nele estão previstas cinco políticas que o governo Lula pretende incentivar: geração de emprego e renda, Previdência Social, agricultura familiar, reforma agrária e os programas Bolsa-Escola e Renda-Mínima. “Todas as políticas estruturais são mais caras e mais lentas, elas demoram a dar resultado, e o sujeito que está passando fome não pode esperar. Por isso há um conjunto de políticas”, disse. De acordo com ele, o objetivo dos projetos “estruturais” é “dinamizar a economia” para criar empregos. “Que é o que resolve”, afirmou. Mas, ao mesmo tempo, Graziano disse que precisa haver políticas para “enfrentar o problema da segurança alimentar”. O economista disse que será recriado o Conselho de Segurança Alimentar (Consea), que existia no governo do ex-presidente Itamar Franco, do qual farão parte representantes de todos os ministérios e dos projetos de geração de emprego e renda. Graziano ressaltou ainda que os cartões magnéticos e cupons para compra de alimentos serão complementares à renda das famílias carentes.

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