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Nº 5713
Nacional

Para Medeiros, Lula ter� “choque de realidade”

São Paulo – O deputado federal reeleito Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP) disse acreditar que o futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá passar por um “choque de realidade”, no qual propostas feitas durante a campanha terão de ser ajustadas. Se

Por | Edição do dia 03/11/2002 - Matéria atualizada em 03/11/2002 às 00h00

São Paulo – O deputado federal reeleito Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP) disse acreditar que o futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá passar por um “choque de realidade”, no qual propostas feitas durante a campanha terão de ser ajustadas. Segundo Medeiros, o apoio do PL é incondicional e valerá também para os momentos difíceis pelos quais o governo Lula terá de passar. “O PL casou com Lula e não vai descasar. Vai ter um choque de realidade. Propostas como o aumento do salário mínimo irão se confrontar com a realidade, que é outra. Quem está conosco tem que estar na bonança e na adversidade”, afirmou. O deputado participou sexta-feira do ato organizado pela Força Sindical, central fundada por Medeiros, na avenida Paulista, em São Paulo, pedindo aumento de 15% nos salários dos metalúrgicos e aumento do salário mínimo para R$ 240. À noite, ele revelou que participou da manifestação como metalúrgico e que não estava reivindicando nada do futuro governo, do qual passará a fazer parte. Recuo de Paim O deputado federal por quatro mandatos e senador eleito, Paulo Paim (PT-RS), defende que a discussão para o aumento do salário mínimo só deve ocorrer a partir de janeiro e não agora. Defensor de um mínimo de US$ 100, ele diz que o reajuste é possível se for debatido no “contexto de uma reforma tributária, de redução de encargos na folha de pagamento e de novas políticas de produção e emprego”. Na discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), conseguiu convencer todos os partidos a aprovarem o valor de R$ 240 para 2003. “Isso daria US$ 100 se o câmbio não tivesse mudado tanto”, lamenta. A previsão da LDO foi vetada pelo presidente FHC, mas Paim se prepara para voltar à carga. Os recursos (para o reajuste) podem sair de transferências da Cofins e da tributação sobre lucros e sobre jogos e loterias para o sistema previdenciário”, adianta o deputado. Para Paim, a fase de transição não é adequada para a discussão, pois pode criar polêmicas desnecessárias.

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