app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5756
Nacional

Rigotto defende isonomia em verbas federais para estados

Porto Alegre – Mesmo antes de assumirem os novos governadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador eleito do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), abriu uma polêmica a respeito de verbas federais para os Estados. Rigotto critic

Por | Edição do dia 05/11/2002 - Matéria atualizada em 05/11/2002 às 00h00

Porto Alegre – Mesmo antes de assumirem os novos governadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador eleito do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), abriu uma polêmica a respeito de verbas federais para os Estados. Rigotto criticou o fato de Minas Gerais estar recebendo recursos da União a título de gastos realizados com estradas federais. Pediu isonomia. “Acho ótimo que o Rio Grande do Sul receba o mesmo tratamento que Minas Gerais está recebendo em relação ao ressarcimento de investimentos feitos por Minas, que seriam recursos em obras federais’’, disse, ao defender um novo pacto a respeito das dívidas federais e a reforma tributária. “Deve existir isonomia. Se um Estado recebe isonomia por investimentos federais, o Rio Grande do Sul tem de ter o mesmo tratamento’’, disse. Está sendo fechado em Brasília acordo para a União dar a Minas R$ 1,2 bilhão via Ministério dos Transportes. Rigotto se manifestou a respeito desse assunto após reunião de transição que teve com o governador Olívio Dutra (PT), na qual soube que o valor a ser recebido pelo Estado é superior a R$ 900 milhões. Durante o encontro, Rigotto se comprometeu a ajudar na infra-estrutura do Fórum Social Mundial (de 23 a 28 de janeiro, em Porto Alegre). Olívio disse que vai ajudá-lo nos contatos com o comitê nacional. Segundo Rigotto, o PMDB precisa passar por uma reciclagem, “voltando-se para as bases’’ e “tendo posição mais unitária no Congresso’’. Deve, também, apoiar Lula, especialmente no primeiro semestre, mas sem ocupar cargos. Essas propostas serão levadas hoje para a reunião da executiva nacional. “Não devemos participar do governo federal, mas apoiá-lo, dar sustentação, especialmente nos seis primeiros meses. O presidente precisará de muito apoio no Congresso para suas reforma estruturais. A idéia é termos posição clara de apoio e sustentação, mas sem cargos”, disse, salientando que a reciclagem começaria justamente nisso. “Não podemos misturar ocupação de cargos com posições junto ao governo. O PMDB não tem sido claro nas suas posições.” Rigotto se alinha, assim, ao senador Pedro Simon, principal líder do PMDB gaúcho, que falou, para a reportagem, sobre um entendimento pró-Lula para promover as reformas tributária, política e administrativa. Simon se diz “inteiramente à disposição (de Lula) para qualquer trabalho’’, pois “o presidente eleito não tem voto nem para aprovar uma medida provisória’’. “Sem diálogo, teremos um confronto com consequências indesejáveis’’, disse.

Mais matérias
desta edição