Nacional
Ind�stria do crime consome 10% do PIB
O flagelo da violência no Brasil - um dos maiores desafios do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva - é assim: taxa de homicídios em proporção de 86,7 por grupo de 100 mil jovens na faixa etária de 15 a 24 anos (maior que na Croácia e Eslovênia, atrás apenas da Colômbia e de Porto Rico), 380 mil carros roubados por ano (ou 21% de toda a produção da indústria automobilística), 300 mil procurados, 73,2% da população descontente com a atuação da polícia e alto índice de óbitos com arma de fogo. A indústria da criminalidade - 1 milhão de vítimas de roubos e furtos, apenas em São Paulo, em 2001 - custa valor equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Estudo do professor Ib Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas, autor do livro A Violência Sem Retoques, indica que no ano passado o País desperdiçou R$ 112 bilhões em gastos decorrentes da violência, montante superior aos recursos movimentados na agropecuária. Em fevereiro, o governo recebeu relatório sobre os crimes - em 30 meses, 97.855 pessoas assassinadas no Brasil. São Paulo lidera o ranking das áreas violentas, segundo a Secretaria Nacional de Segurança, com 32.132 mortes entre 1999 e julho de 2001. Em 10 anos, os homicídios entre jovens no País subiram 77%.