Nacional
Protestos em Niter�i interditam ponte
Rio de Janeiro ? Um protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, ontem, causou a interdição da ponte que liga a cidade ao Rio e vários confrontos entre manifestantes e policiais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo. O anúncio da redução da tarifa, de R$ 2,95 para R$ 2,75, feito pela Prefeitura de Niterói enquanto o protesto acontecia, não impediu que a confusão continuasse e até aumentasse. Às 20h30 de ontem, os confrontos continuavam, mas alguns acessos à ponte estavam sendo liberados. A ponte foi interditada pela concessionária quando alguns manifestantes se dirigiam para lá. A Tropa de Choque foi acionada para impedir que os ativistas ocupassem-na. Sacos de lixo foram incendiados e a PM usou bombas de gás lacrimogêneo. A manifestação reuniu 7,5 mil pessoas, segundo a PM, ou 50 mil, conforme os organizadores. Às 17 horas, o grupo partiu da Praça Araribóia, ponto de partida e chegada das barcas que navegam até o Rio. Os manifestantes pretendiam seguir até a prefeitura, mas o quarteirão onde fica o prédio foi totalmente isolado pela PM. Por isso, o destino passou a ser a Câmara Municipal. A estudante universitária Yule Mansur, de 22 anos, criticou o bloqueio feito pela polícia e chegou a abordar um dos policiais: ?Na Alemanha, policiais foram expulsos de suas casas pela crise econômica e se uniram aos protestos. É possível uma união cidadão-policial?, disse ao PM. Moradores e funcionários de escritórios de prédios situados no centro apoiaram o ato, lançando papel picado e balançando bandeiras pelas janelas, enquanto os manifestantes passavam. No início do trajeto, houve um princípio de confusão entre militantes do PSTU e manifestantes. Uma líder estudantil ligada ao partido foi vaiada enquanto discursava, e sua fala foi ofuscada pelos gritos de ?sem partido? da multidão.