Nacional
Cura gay � absurdo, diz Alves
Brasília, DF ? O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse ontem considerar ?absurda? a aprovação do projeto que permite aos psicólogos realizar tratamentos para promover a ?cura? da homossexualidade. Eduardo Alves admitiu ainda que foi um erro votar essa proposta ? em sua opinião ?sem sentido? ? em meio à onda de protestos no Brasil. Sob o comando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou na terça-feira o projeto, conhecido como ?cura gay?. O texto terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa antes de ir para votação no plenário. Para o presidente da Câmara, o projeto mostra um ?erro de ótica?. ?É um absurdo isso. É uma coisa sem sentido tratar [a homossexualidade] como uma doença. Temos que respeitar esse segmento da sociedade que não se considera doente e não considera isso uma doença?. Desde sua eleição para o comando da comissão da Câmara, em março, Feliciano, que é pastor evangélico, tem sido alvo de protestos e de acusações de racismo e homofobia, o que ele nega. Ontem, cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Guarda Civil Metropolitana, se reuniram na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, para protestar contra o projeto e contra Feliciano. A manifestação foi convocada pelas redes sociais e teve o apoio do Conselho Federal de Psicologia. Colaboradores da presidente Dilma Rousseff reclamam da conduta do Congresso Nacional durante a série de manifestações no país. Segundo integrantes da Esplanada dos Ministérios, a pauta do Congresso demonstra insensibilidade e acaba fomentando a crise. Além do projeto da ?cura gay?, outro tema em votação tem sido objeto de manifestações contrárias no país, a proposta de emenda que tira poder de investigação do Ministério Público. ?