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Acusada de matar os pais chora durante reconstitui��o do crime
São Paulo ? A estudante Suzane von Richthofen, 19, o namorado dela, Daniel Cravinhos de Paula e Silva, 21, e o irmão dele, Cristian, 26, que confessaram terem matado Manfred e Marísia, pais da garota, foram agredidos e xingados na manhã de ontem por cerca de 50 pessoas quando chegaram à casa da família von Richthofen, no Brooklin (zona sul de São Paulo). Recebidos por gritos de ?assassinos??, Suzane chorou ao reviver a dramática cena durante a reconstituição do assassinato. O irmão da garota, Andreas, 15, também esteve no local, pois está no processo como testemunha. Foi a primeira vez em que todos os envolvidos estiveram juntos na casa de número 232 da Rua Zacharias de Góis desde a morte do casal, no último dia 31. Manfred e Marísia foram atacados na cama, enquanto dormiam, com golpes de barras de ferro. A intenção dos policiais era esclarecer as contradições dos depoimentos da última sexta-feira no DHPP Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Mas, até às 19h de ontem, não havia novidades. Suzane e Cristian reiteraram que a garota não estava no quarto durante o assassinato e que ela não ajudou a ?limpar?? a cena do crime. Cristian foi o primeiro a fazer a reconstituição, que durou quatro horas ? das 11h30 às 15h30. Ele disse que o primeiro golpe contra o casal foi dado por Daniel, que agrediu Manfred. Em seguida, Cristian atingiu Marísia com um golpe. Ele contou que ela se mexeu, mas não soube dizer se Marísia teria acordado. Segundo laudo do IML (Instituto Médico Legal), ela teve um dos ossos do pescoço e outros das mãos quebrados. Das 16h às 18h, foi a vez de Suzane contar e mostrar tudo o que aconteceu na noite do crime. Ela negou ter testemunhado a morte dos pais e de ter voltado ao quarto após eles terem sido assassinados. De acordo com a polícia, ela teria dito que, no momento dos golpes, estava caminhando entre a sala e a biblioteca da casa, no andar de baixo. Suzane contou à polícia que ajudou na farsa da biblioteca, quando os três reviraram o lugar para simular um assalto. Foi lá que eles teriam roubado cerca de US$ 5.000 e de R$ 8.000. A garota disse que sabia o código de uma maleta do pai dela onde estava parte do dinheiro, mas contou que eles simularam com uma faca que a mala teria sido arrombada.