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Governo vai apurar pr�tica de ‘lockout’

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Brasília ? A pedido do Ministério dos Transportes, a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito ontem para investigar a suposta prática de lockout por parte da caminhoneiros, ou greve de patrões, proibida no país. Assim, o governo tentará inibir os bloqueios em rodovias federais e estaduais, que impedem a circulação de caminhões desde segunda-feira. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que agirá ?com o máximo rigor? e que ?não vai tolerar a prática de crimes ou de abusos?, prometendo punições civis e penais para quem desrespeitar a lei. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), até terça-feira, onze pessoas já haviam sido presas. A PRF foi orientada a comunicar à superintendência da PF casos de bloqueios. A ordem geral é tentar convencer eventuais manifestantes a liberar passagem e a protestar apenas às margens do asfalto, sem atrapalhar o trânsito. Quem descumprir a ordem poderá ser removido à força e até detido. Após solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), decisões da Justiça do Rio de Janeiro e de Minas Gerais determinaram multa de R$ 100 mil por hora de bloqueio às entidades que comandam as paralisações ou aos seus respectivos dirigentes. Para o ministro dos Transportes, César Borges, o fechamento das vias são pontuais e promovidos por um pequeno grupo ligado ao Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), que não representaria o desejo das entidades do setor ouvidos pelo governo antes dos bloqueios. ?Todos disseram que não tinham intenção de deflagrar o movimento de paralisia. Entretanto, o senhor Nélio Botelho (líder do MUBC) afirmou que não abriria mão dessa movimentação porque tinha diversas posições que ele queria impor ao governo e assim o deflagrou?. O advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, informou que Botelho é um empresário dono de frota de caminhões, o que pode configurar o crime de lockout. No entendimento do governo, ele estaria usando caminhoneiros para conquistar benefícios para o seu próprio negócio.

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