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Marcelo: doen�a n�o afetava comportamento
São Paulo ? A médica Neiva Damasceno, ouvida ontem no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que a fibrose cística do estudante Marcelo Pesseghini, suspeito de matar a família e se matar no dia 5, não causava nenhuma alteração de comportamento no menino, então com 13 anos. Ela também negou qualquer influência dos remédios tomados pelo garoto para conter o avanço da doença na postura dele. Neiva acompanhava o tratamento de Marcelo desde que ele tinha um ano de idade. O delegado Itagiba Franco, responsável pelo caso, procurou com o depoimento esclarecer uma das principais lacunas das investigações: a motivação do estudante para cometer os crimes. Isso porque, segundo os relatos colhidos, ele tinha boa relação com os parentes assassinados. Os corpos foram achados no dia 5 com tiros na cabeça e na nuca, na casa da família, na Brasilândia, zona norte de São Paulo.