Nacional
Dilma diz que economia sofre guerra psicol�gica
Brasília ? No último pronunciamento em rede nacional do ano, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a área econômica de seu governo é vítima de ?guerra psicológica? por parte de setores do empresariado, ainda que admita haver o que ?retocar? e ?corrigir? na economia. A fala, de 12 minutos no domingo à noite, ignorou o principal fato político do ano, as manifestações de rua de junho que derrubaram abruptamente a popularidade do governo. Dilma citou superficialmente que ?ouviu reclamos? da sociedade e que está ?implantando pactos para acelerara o cumprimento de nossos compromissos?. Assim, segue a estratégia do Planalto, temeroso de novos protestos durante a Copa do Mundo, de tentar ?esfriar? o assunto e tratá-lo como página virada. Dilma usou um roteiro de campanha eleitoral em seu discurso, enaltecendo programas federais e instando a audiência a pensar ?no que aconteceu de positivo nos últimos anos na vida do Brasil?. Boa parte do discurso, o 17º do seu mandato, foi dedicada a promover uma visão otimista da economia, principal área a sofrer críticas em sua gestão.