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Governadores petistas querem verba da Uni�o para 13� sal�rio

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Brasília ? A informação veiculada ontem de que o presidente Fernando Henrique Cardoso poderá editar uma Medida Provisória ainda esta beneficiando apenas o Estado de Minas Gerais ? e todos os outros, como estava previsto ? com créditos a receber da União por terem eles, nos últimos anos, empenhado recursos estaduais nas rodovias federais, causou reação em dois estados governadores por petistas ? o Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul, que querem o repasse dos recursos. Com problemas semelhantes ao de Minas para pagar o 13º salário de seu funcionalismo, eles querem o mento que venha a ser dispensado aos mineiros. Em nota à imprensa, o governador reeleito de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, disse que ?luta até o fim? para receber o reembolso dos recursos estaduais aplicados em rodovias federais e que ?não aceitará dois pesos e duas medidas?, em referência a um possível acordo favorável apenas ao governo mineiro. ?Minas Gerais recebendo, nós também temos de receber?, diz. O governador petista anunciou que se encontrará na amanhã com o Antônio Palocci Filho, coordenador da equipe de transição do governo Lula, para ?remover os obstáculos? que impediriam o recebimento da dívida. Zeca acusa o governo federal de atrasar o reembolso a Mato Grosso do Sul desde o final de 98. Segundo ele, a União já havia reconhecido a dívida em 2000, e o pagamento agora depende apenas da autorização do presidente Fernando Henrique Cardoso. Pelos cálculos do governo estadual, a União deve a Mato Grosso do Sul R$ 390 milhões. Ontem, os 47 mil servidores estaduais começaram a assinar os empréstimos bancários para receber o décimo terceiro e os salários de novembro e dezembro. O governo é o responsável pelo pagamento do empréstimo, mas, caso não pague, é o servidor quem fica inadimplente. O governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT), deverá ir a Brasília até o final desta semana para tentar receber o ressarcimento. Olívio não se reelegeu. A verba, de R$ 988 milhões, segundo o governo gaúcho, é aguardada para garantir o pagamento do 13º do funcionalismo estadual. De acordo com o secretário da Fazenda, Odir Tonolier, restariam poucas alternativas para o pagamento do 13º caso não haja liberação do crédito. Uma das mais prováveis é a antecipação da arrecadação do ICMS, o que abre uma frente de conflito com o governador eleito, Germano Rigotto (PMDB). Em reunião realizada ontem entre Olívio e técnicos da Secretaria da Fazenda, surgiu a possibilidade de o governo aceitar o recebimento de até 50% da verba emergencialmente, deixando os valores restantes para depois ? isso seria providencial para o pagamento do 13º sem a antecipação de recursos. Em Bruxelas (Bélgica), Rigotto afirmou que, se o governo federal realmente reconhecer parte da dívida a respeito de obras nas rodovias federais por Minas, terá de fazer o mesmo com seu Estado. Rigotto pede ?isonomia? entre todos os Estados em situação semelhante.

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