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Suspeito nega ter acendido roj�o

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Rio, RJ ? Em depoimento à polícia, prestado na noite de ontem, o auxiliar de limpeza Caio Silva de Souza negou ter acendido o rojão que matou o cinegrafista Santiago de Andrade e pôs a culpa no tatuador Fábio Raposo, também investigado pela morte do profissional da TV Bandeirantes. A versão difere de entrevista concedida por Caio à TV Globo, horas antes do depoimento, em que afirmou ter acendido o explosivo. ?Acendi, sim?, tinha respondido o rapaz. Responsável pela investigação do caso, o titular da 17ª DP (São Cristóvão), Maurício Luciano, afirmou a acusação de Caio a Raposo não altera a linha de investigação. O policial trata os dois manifestantes como coautores do crime de homicídio qualificado. ?Caio disse que Fábio o instigou a deflagrar o rojão. Quem instiga é partícipe, quem deflagra é autor. Mas os dois praticam o mesmo crime?, disse Maurício Luciano, que entrega nesta sexta-feira, 14, o inquérito ao Ministério Público. Ontem, a polícia ouviu uma testemunha, colega de trabalho de Caio no Hospital Rocha Faria, que disse ter recebido um telefonema do amigo, por volta das 19h30 do dia em que Santiago foi atingido, 6 de fevereiro. Segundo a testemunha, Caio disse que tinha ?feito uma besteira? e ?matado um homem?. ?A importância desse depoimento é evidente?, afirmou Maurício Luciano.

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