loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Crescimento � maior no interior

Ouvir
Compartilhar

Rio ? Um estudo do IBGE sobre os dados obtidos pelo Censo de 2000 revela que a população residente no interior do país teve taxa de crescimento ligeiramente maior do que a das capitais brasileiras no período de 1991 a 2000. As cidades do interior cresceram a taxas de 1,66% neste período, enquanto a taxa de crescimento das capitais foi de 1,60%. Esse aumento populacional das cidades do interior, porém, não representa crescimento da população rural, que diminuiu 1,31% entre 1991 e 2000, mas sim a ampliação da urbanização fora dos grandes centros, especialmente nas cidades com mais de 20 mil habitantes. Os municípios que tiveram maior crescimento foram os com população entre 100 mil e 500 mil habitantes. Sua taxa de aumento demográfico ficou em 3,03%. Crescimento Na região Sudeste, a que apresentou maior urbanização no interior, com 1,89% de crescimento, as capitais cresceram menos, 0,88%, um claro sinal de saturação em sua capacidade de receber mais pessoas, como o trânsito e a qualidade de vida já demonstram a seus habitantes. Cidades com populações inferiores a 20 mil pessoas, que representam cerca de 67% das cidades brasileiras, tiveram taxa de crescimento negativa, algo que fica mais claro à luz da razão de dependência no Brasil, um dos fatores que influenciam na renda per capita e na qualidade de vida. Cálculo Esse cálculo é feito com base na quantidade de crianças (de 0 a 14 anos) e idosos (acima de 65 anos) para cada grupo de cem pessoas entre 15 e 64 anos, todas supostamente ativas economicamente. As cidades que mais crescem no Brasil, com populações superiores a 100 mil habitantes, são também aquelas com menor razão de dependência. A região Sudeste, que atrai o maior fluxo migratório do país, tem a menor razão de dependência (39,88% em relação às crianças e 9,52% em relação aos idosos). Já as regiões com o maior número de emigrantes, a Nordeste e a Norte, são as que apresentam as razões de dependência mais altas. A infantil, no Nordeste, é de 53,90% e a de idosos é de 9,56%. No Norte esses números são, respectivamente, 62,94% e 6,15%. Os números de 2000, porém, apresentam melhoras significativas, nessas duas regiões, em relação aos dados do Censo de 1980. Nesta coleta de dados, a razão de dependência infantil na região Norte era de 90,47%, enquanto a de idosos era de 5,51%. Na região Nordeste, na mesma época, chegava a 83,29% a razão de dependência infantil; a de idosos batia em 8,34%. De 1900 a 2000, a população brasileira praticamente decuplicou: era de 17,4 milhões e, em 2000, chegava quase aos 170 milhões.

Relacionadas