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Medo de golpe fez Ch�vez cancelar viagem a Bras�lia

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Brasília ? O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, cancelou sua participação na Cúpula do Mercosul por causa das ameaças de um golpe de Estado, segundo o vice-chanceler venezuelano, Arévalo Méndez Romero. ?Quando existe uma agenda golpista, de violência, o presidente não pode deixar o país?, disse Méndez, que representou Chávez na reunião, que terminou ontem em Brasília. Segundo Méndez, o único objetivo da paralisação convocada pela oposição, que chegou ontem ao quinto dia, é derrubar Chávez. ?É um ato fascista, que tenta depor um presidente legitimado por sete processos eleitorais?, disse. Ele disse que a greve ?vem gerando lamentavelmente ações de caráter violento e rebelde, que pretendem reproduzir o ocorrido no passado 11 de abril?. Em abril deste ano, Chávez foi afastado do poder cerca de 48 horas. Segundo o vice-chanceler, os responsáveis pela tentativa de depor Chávez são parte da elite econômica venezuelana, preocupada com a perda de privilégios. As turbulências na Venezuela foram tema de debate entre os presidentes reunidos em Brasília. O presidente argentino, Eduardo Duhalde, afirmou, na entrevista coletiva dos chefes de Estado, que o Mercosul confia que a democracia será respeitada na Venezuela. Chávez enviou um vídeo à reunião em Brasília, no qual chamou a oposição de ?fascista? e disse que está ?vencendo a batalha?. ?Temos o apoio do povo venezuelano, das Forças Armadas e do marco jurídico e supremo, que é a Constituição?, afirmou ele, tirando do bolso e mostrando para a câmera um pequeno livro azul. Em um discurso no qual foi além das questões internas venezuelanas, Chávez defendeu a integração da América do Sul como condição para negociar melhor a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) e agradeceu ao presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, por sua ?liderança integradora? demonstrada nos oito anos de seu governo. Ele fez questão ainda de saudar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Chávez se referiu a ele como ?irmão e companheiro? e ?pernambucano bolivariano?, referência a Simon Bolívar, líder sul-americano que defendia a integração do continente.

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