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Chuvas deixam 39 mortos em Angra dos Reis e isolam cidade
Rio - Pelo menos 39 pessoas morreram soterradas por deslizamentos de terra em Angra dos Reis, no sul fluminense, em decorrência de fortes chuvas. Cerca de 1,5 mil moradores ficaram desabrigados ou desalojados. A cidade está isolada desde a madrugada de ontem, quando barreiras desmoronaram e bloquearam a BR-101. A prefeitura decretou estado de calamidade pública e pediu ajuda aos governos estadual e federal. As informações sobre o número de desaparecidos são desencontradas: a Defesa Civil informou que são cinco pessoas; a Prefeitura, 50. A cidade parou por causa da tragédia. A população se mobilizou em equipes de voluntários para ajudar os que perderam suas casas. Até à noite, os bombeiros haviam retirado 36 corpos nas áreas em que ocorreram desabamentos, mas pode haver mais mortos. A região mais afetada foi a de Japuíba ? só no bairro Areal, o mais castigado, foram 19 mortos, sendo 14 da mesma família. No bairro da Ribeira, a vítima foi um engenheiro da Eletronuclear. Em Angra, é grande o número de ocupações irregulares em encostas. Dizendo-se preocupado, o prefeito Fernando Jordão (PSB) solicitou à governadora Benedita da Silva (PT) o envio de equipes especializadas em resgate de vítimas soterradas. Os desabrigados foram acolhidos em escolas públicas e receberam doações de roupas e mantimentos. Hospitais da região pediram a colaboração de doadores de sangue para atender a pessoas feridas. A população foi orientada a permanecer dentro de casa. Ônibus e carros deixaram de circular. A BR 101 ( trecho Rio-Santos) teve deslizamentos de terra em diversos pontos e foi interditada. O prefeito disse que há vinte anos não chovia tanto em Angra. ?Foi uma tromba d?água localizada em cima da cidade. A situação é muito grave?, disse Jordão. O quartel do Corpo de Bombeiros de Angra ficou alagado e as equipes tiveram dificuldade para trabalhar. Os alunos do Colégio Naval foram chamados para ajudar.