Nacional
CPI define Brasil como vulner�vel
Brasília ? Após sete meses de investigações, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou denúncias de espionagem estrangeira no Brasil aprovou ontem seu relatório final. O documento aponta ?vulnerabilidade? e ?despreparo? do Brasil em segurança cibernética, mas não identifica culpados pelas ações de espionagem no País. A CPI da Espionagem foi instalada no Senado em setembro, depois de vir à tona uma série de denúncias de que os Estados Unidos teriam espionado e-mails, telefonemas e dados digitais de autoridades e cidadãos brasileiros, entre os quais a própria presidente Dilma Rousseff. Segundo dados vazados pelo ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, sigla em inglês) Edward Snowden, a chefe do Executivo brasileiro e alguns de seus assessores teriam sido alvos de espionagem pelos norte-americanos. O relator da CPI da Espionagem, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), afirmou que não foi possível identificar a ?materialidade? das denúncias: quais informações foram violadas, quando, de que forma, entre outros detalhes. O parlamentar capixaba ressaltou, porém, que a espionagem foi comprovada pela comissão. ?Mesmo com as denúncias feitas por [Edward] Snowden, não conseguimos ao longo das investigações identificar qual informação foi violada. É muito difícil materializar interceptação dessa natureza, mas está evidente que houve espionagem, os indícios são muito fortes?, declarou Ferraço depois da aprovação do seu relatório. Durante as investigações, a comissão tentou entrar em contato, na Rússia, com Edward Snowden por videoconferência e cogitou, inclusive, ir ao país europeu para tentar conversar com o antigo analista da NSA. A embaixada da Rússia no Brasil, contudo, não deu andamento aos pedidos dos parlamentares.