Nacional
Dilma Rousseff viaja mais e conversa menos em 2014
Mesmo que a agenda oficial mostre uma dificuldade de contato direto com a presidente da República, as reclamações não são unanimidade. O presidente da Cargill no Brasil, empresa do ramo do agronegócio, diz que sempre teve ?um diálogo ótimo com o governo?. ?Sempre fomos muito bem recebidos?, afirma. Ex-presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva reclama que o governo, quando conversa, o faz apenas com poucos representantes, os de sua confiança. Piva argumenta que ?em todos os lugares do mundo o presidente cria espaços para ouvir empresários, e quanto mais transparente e regular, melhor?. ?Não tem havido mais interações, que são fundamentais, não somente para que o lado de cá procure entender a racionalidade das decisões do governo, como por parte dele para entender o sentido de urgência da economia real?, reclama. Além dos empresários, Dilma também dedicou menos espaço aos políticos. Eles tiveram 12 encontros com a presidente este ano, contra 24 em 2013. Essa dificuldade para diálogo foi uma das principais reclamações dos parlamentares da base aliada na Câmara que formaram o ?blocão?.