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CNA alerta para a alta no pre�o de alimentos

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Brasília ? O brasileiro deve se preparar para aumentos nos preços de produtos como café, frango, suínos e milho, em 2003. O alerta está nos números da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgados ontem, sobre as perspectivas do cenário econômico no próximo ano. Em relação ao milho, há uma preocupação em torno do abastecimento interno, já que a área plantada deve cair outra vez. O aumento no preço desse produto provoca a alteração no valor das aves e suínos, devido à ração consumida por esses animais. Em relação ao café, a CNA aponta uma queda de 60% na safra, com menos 20 milhões de sacas. Isso, segundo a entidade, foi provocado por conta do ciclo bianual das lavouras, a falta de investimentos e a seca deste ano. Apesar do aumento de preços ao consumidor, os agropecuaristas acreditam que haverá aumento no consumo doméstico de alimentos e ampliação das vendas externas. Com isso, a renda do produtor rural continuará a crescer em 2003. O PIB da agropecuária cresceu 6,19%, entre janeiro e agosto, mas o presidente da CNA, Antônio Ernesto Salvo, ressalta que a expansão da agropecuária nos próximos anos dependerá da capacidade do novo governo para superar dificuldades administrativas e criar condições de consumo a produtos de primeira necessidade. ?Acabaram os discursos. É hora de o governo agir. Será um ano complicado, cheio de boas perspectivas lá fora e dificuldades administrativas aqui dentro?, opina. A CNA fez ainda uma recomendação ao Governo Luiz Inácio Lula da Silva, em relação à cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Na opinião da entidade, a política da nova gestão deve ser orientada para a formação de estoques estratégicos de álcool anidro e hidratado, para assegurar o fornecimento permanente de produto ao abastecimento interno. A entidade destaca a necessidade de incentivar a venda de veículos movidos a álcool e bi-combustível. Para isso cobra, inclusive, a regulamentação da mistura álcool-diesel. Ressalta a importância de um programa de incentivo às exportações de álcool combustível e da transformação do álcool em uma commodity internacional.

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