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Relat�rio mostra que faltam rem�dios b�sicos

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São Paulo ? O país que garantiu o acesso universal aos remédios contra a Aids ? e recebeu o reconhecimento internacional por isso ? não consegue disponibilizar medicamentos básicos para doenças e problemas mais simples e baratos de tratar, como hipotireoidismo, diabetes e piolhos, aponta pesquisa do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) apresentada ontem em São Paulo. O estudo sobre acesso a remédios essenciais, feito em 11 municípios entre março e setembro deste ano, mostra que em todas as 50 unidades de saúde visitadas faltava pelo menos um dos 61 remédios pesquisados. Os itens avaliados foram selecionados pelos pesquisadores na Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do sistema público). A disponibilidade desses remédios é de apenas 55,4%, em média, mostra a pesquisa. Um dos medicamentos que mais faltaram foi a levotiroxina, ausente em nove cidades. ê utilizado para tratar o hipotireoidismo (deficiência do hormônio tireoidiano). Em crianças, a doença pode levar ao retardo mental. A permetrina, para combater piolhos, também faltou em nove cidades, com percentual de presença de 29,4% nas 50 unidades avaliadas. Em oito municípios faltava ibuprofeno, um analgésico. Em sete, teofilina, para asma (presente em apenas 15,7% dos postos). A metformina, para diabetes, estava ausente em quatro cidades e presente em apenas 33,3% dos postos. Antipsicóticos e vermífugos também faltavam. Não havia farmacêutico na maioria das unidades visitadas. ?A Aids é o exemplo de que, quando há vontade política, há solução na assistência farmacêutica??, diz Marilena Lazzarini, coordenadora-executiva do Idec. A íntegra do estudo está no site www. idec.org. br. Segundo Margô Gomes de Oliveira Karnikowski, uma das coordenadoras do trabalho, a amostra de 61 remédios é representativa dos principais grupos de fármacos da Rename (que lista 327 desses itens) e contempla o ?elenco mínimo?? desta lista-rol de 19 drogas que obrigatoriamente deveriam estar disponíveis. Mas, só 72,5% dos remédios do ?elenco mínimo?? estavam disponíveis.

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