Nacional
Ministro do STJ � citado em investiga��o sobre grampos
Brasília ? O nome do ministro Vicente Leal de Araújo, do Superior Tribunal de Justiça(STJ) é citado nos relatórios de grampos telefônicos da Polícia Federal na investigação que aponta a venda de habeas corpus para narcotraficantes. O ministro foi procurado durante toda a tarde de ontem por telefone, mas as ligações não foram atendidas em seu gabinete no STJ. A reportagem procurou o ministro pessoalmente, mas foi informada pela chefe de gabinete, que se identificou apenas como Rita, que Leal tinha viajado anteontem a Fortaleza após a sessão da 6ª Turma da corte. Não há conversas diretas do ministro do STJ com traficantes da quadrilha de Leonardo Dias Mendonça, o Leo, preso esta semana na Operação Diamante, segundo a Folha apurou. O nome dele aparece em diálogos entre pessoas ligadas ao deputado federal Pinheiro Landim (PMDB-CE), suspeito de intermediar os contatos com o Judiciário para a venda de habeas corpus. Segundo a investigação da Polícia Federal, o deputado, seu assessor Igor Santos da Silveira, filho do desembargador do TRF da 1ª Região Eustáquio Silveira, e um advogado de Brasília de nome Márcio coordenavam os contatos dessa rede de influência. Os traficantes, pelo que se apurou, não falariam diretamente com os magistrados. Em nota divulgada na última terça-feira, Eustáquio Silveira negou que tivesse concedido habeas corpus a Mendonça. Juízes A PF também identificou outro deputado federal que atuaria em conjunto com Landim supostamente fazendo tráfico de influência com juízes federais. Esse congressista também seria suspeito de homicídio no Ceará, segundo apu-ração da reportagem. O ministro do STJ, Vicente Leal, e dois desembargadores do TRF da 1ª Região, entre eles Silveira, deverão ser investigados por causa das gravações feitas pela Polícia Federal. ?Igor é funcionário do gabinete do deputado federal Pinheiro Landim e filho do desembargador federal Eustáquio da Silveira, existindo notícias nos autos de envolvimento de ambas as autoridades em esquema de corrupção para favorecimento de réus em processos de tráfico de drogas??, afirma o juiz José Godinho Filho, da 5ª Vara Federal de Goiás, no relatório em que decretou a prisão de integrantes da quadrilha de Mendonça, assinado no dia 15 de outubro.