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CPI isenta suspeitos do caso Santo Andr�
São Paulo ? Os seis meses de trabalho dos vereadores na CPI de Santo André, instalada para apurar irregularidades envolvendo a prefeitura petista da cidade, tiveram um desfecho atípico: as principais testemunhas do caso passaram para a posição de suspeitas e todos os investigados foram inocentados. O relatório final foi apresentado ontem, em 127 páginas, aos demais vereadores da Casa pelos cinco membros da CPI ? todos da base governista da administração municipal. ?Não encontramos prova material de que realmente houve cobrança de propina. Os depoimentos são contraditórios, as planilhas das empresas estão em ordem, não há nada que indique cobrança de propina?, afirmou o relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), o vereador Donizeti Pereira (PV). Corrupção A investigação começou após o Ministério Público de Santo André denunciar um esquema de corrupção supostamente ligado ao vereador petista Klinger Luiz de Oliveira Souza, secretário afastado de Serviços Municipais, e a outros empresários da cidade (Ronan Maria Pinto, Humberto Tarcísio de Castro, Sérgio Gomes da Silva e Irineu Nicolino Bianco). O dinheiro arrecadado, segundo denúncias, seria para financiar campanhas eleitorais do PT ? o que o partido sempre negou. A denúncia partiu dos empresários Luiz Alberto Ângelo Gabrilli Filho e Rosângela Gabrilli, que disseram aos promotores que pagavam R$ 40 mil por mês para contratar com a prefeitura. ?Todas as testemunhas não eram isentas. Têm ou tiveram relações próximas, profissionais, de amizade ou de parentescos?, afirmou Pereira. O valor encontrado pelos promotores nas folhas de pagamento das empresas denunciantes com a rubrica ?despesas administrativas?, que corresponderia à propina, segundo os vereadores, foi na verdade um pagamento à Aesa (Associação das Empresas do Sistema de Transporte Coletivo).