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�ndice de mortalidade infantil cai 55% no Nordeste, diz IBGE
Brasília - A Região Nordeste ainda apresenta os maiores índices de mortalidade infantil do País, mas este número vem caindo ao longo dos anos. De acordo com pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem, de 1990 a 2000 diminuiu em 55% o número de óbitos entre as crianças de até um ano de idade. Os técnicos do IBGE ressaltam, entretanto, que se encontram nesta Região as maiores proporções de óbitos de menores de um ano não registrados. Estima-se que 69% das mortes dessas crianças não sejam informadas. Por isso, os dados do Censo destoam dos apurados pela pesquisa do Registro Civil, que é feita com base nos dados dos cartórios, enquanto que o Censo é realizado de acordo com as informações coletadas de domicílio em domicílio. Segundo o Censo, do ano de 2000, por exemplo, as estimativas indiretas indicavam uma taxa de mortalidade infantil de 44 por mil nascidos no Nordeste, contra 21 por mil do Registro Civil, uma diferença de mais de 100%. Nos próximos anos as diferenças nas estatísticas devem desaparecer. Isso porque a partir da segunda metade da década de 1990, cerca de 95% dos partos ocorreram na rede hospitalar e, com isso, se reduziu a quantidade de sub-registro de nascimentos e óbitos. As informações divulgadas do Registro Civil são publicadas desde 1974 e fornecem números relativos aos fatos vitais (nascimentos e óbitos), casamentos, separações judiciais e divórcios ocorridos no País. Esses dados possibilitam estudos para a implementação de políticas públicas no País.