Nacional
Ministros denunciam que PNUD utilizou dados defasados
Três ministros do governo Dilma Rousseff questionaram ontem o relatório das Nações Unidas que classifica o País como 79º colocado no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), afirmando que os indicadores de saúde e educação estão desatualizados. Sem disfarçar a irritação, eles apresentaram um relatório alternativo em que o Brasil subiria 11 posições, passando a figurar como país de desenvolvimento humano muito alto. Participaram da coletiva de imprensa para comentar o assunto os ministros da Saúde, da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O governo afirma que o IDH brasileiro é 0,764, superior aos 0,744 calculados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). De acordo com os ministérios, a esperança de vida ao nascer do brasileiro é 74,8 anos, ao contrário dos 73,9 apontados pelo PNUD. Os anos esperados de escolaridade são 16,3, em vez dos 15,2 do ranking oficial. Usando números dos ministérios, a média de anos de estudo da população é 7,6. No relatório, foi usado para o cálculo o valor de 7,2.