Nacional
Partidos divulgam metas para economia
Rio de Janeiro ? Representantes dos candidatos à Presidência da República mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto apresentaram ontem, no Fórum Nacional, suas ideias e programas para a área econômica. Promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o evento teve como tema Visões do Desenvolvimento Brasileiro e a Nova Revolução Industrial. O assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, que representou a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, disse que o crescimento baseado na ampliação do mercado interno não está esgotado e que o Brasil, por não ser ainda um país de classe média nos padrões das nações desenvolvidas, tem espaço para ampliar o mercado, não só em suas dimensões, ?mas também em sua profundidade de absorção?. Garcia criticou a proposta de independência do Banco Central, que, para ele, significaria uma dependência dos bancos privados e reduziria a capacidade do governo de promover políticas macroeconômicas e de desenvolvimento. Ele destacou que a coligação liderada pelo PT tem, como pilares de um salto produtivo para o Brasil, a solidez macroeconômica, o aumento da amplitude de políticas sociais para atender a reivindicações como mobilidade, segurança, educação e saneamento, e o incentivo a um novo modelo produtivo, que ganhará competitividade com o investimento em inovação e qualificação, e será reforçado pelo pré-sal, que ?terá profundas implicações na constituição de uma indústria moderna e competitiva no Brasil?. Entre as ações do governo, Garcia citou o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), o ProUni (Programa Universidade para Todos) e o Ciência Sem Fronteiras, e os investimentos da empresa Finep - Investimento e Pesquisa no incentivo à inovação.