Nacional
Sa�de descarta entrada do ebola
Brasília ? O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse ontem que não vê o Acre como uma possível porta de entrada do vírus ebola no País. ?De maneira geral, os africanos, principalmente os senegaleses, que chegam por esta via, demoram semanas até entrar ao Brasil. Eles chegam de 45 a 60 dias após a partida. É um período muito superior ao de incubação da doença, que é 21 dias?, explicou Chioro. O ministro ressaltou que a febre hemorrágica causada pelo vírus ebola é uma enfermidade transmissível pelas secreções, fezes, vomito, suor, saliva, sêmen, e que as manifestações clínicas apresentadas são muito graves e perceptíveis. ?Ninguém, com ebola, aguentaria atravessar o circuito até a entrada pelo Acre e chegar sadio em nossa fronteira. Quanto o vírus passa a ser transmitido, geralmente 21 dias depois da contaminação, o doente apresenta sinais graves da doença, que pode ser detectada facilmente, explicou. Depois que o Senegal registrou um caso de febre hemorrágica pelo ebola em um paciente procedente da Guiné, os profissionais que trabalham na fronteira do Acre com o Peru e com a Bolívia começaram a se preocupar com a crescente entrada de senegaleses no Brasil.