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BID diz que Pa�s precisa de rigor econ�mico
Washington ? Qualquer que seja o resultado das eleições, o próximo presidente do Brasil terá de enfrentar pressões inflacionárias vindas da depreciação do câmbio e do reajuste de preços administrados, que exigirão uma política fiscal mais rigorosa, avaliou o economista Otaviano Canuto, conselheiro do Banco Mundial para as economias dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul). Para ele, a principal tarefa de longo prazo do futuro governo será o aumento da produtividade da economia, que deve ocorrer por meio do investimento em infraestrutura, da racionalização do gasto público e redução do custo Brasil. EFEITO PERVERSO Segundo Canuto, os gastos do Estado brasileiro têm o efeito perverso de aumentar a concentração de renda, em vez de reduzi-la. Para ele, o impacto é amenizado pelos programas sociais, mas eles são insuficientes para reverter a tendência. ?O Estado é uma máquina de concentração de renda?, disse ele durante evento em Washington. No curto prazo, o controle dos gastos públicos será necessário para abrir espaço para o Banco Central (BC) ter uma política de juros menos agressiva, defendeu o economista.