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Ministros n�o podem reclamar, diz Palocci

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Brasília - As dificuldades financeiras que o país deverá enfrentar no próximo ano não deverão ser motivo para a reclamações dos futuros ministros. A avaliação é do futuro ministro da fazenda Antônio Palocci. ??Não podemos ter ministro reclamando, precisamos de ministros trabalhando??, afirmou Palocci ao comentar declaração do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de conscientização da nova equipe de que 2003 será um ano difícil. Ele disse, no entanto, que a equipe que o presidente eleito montou está com ??grande disposição?? para o trabalho e sabe que 2003 será um ano de ??grandes restrições??, o que não impedirá que os projetos propostos sejam estruturados. Ao deixar o ministério da Fazenda, onde esteve reunido com o atual ministro Pedro Malan e o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, Palocci disse considerar ??factível?? a manutenção de uma receita mensal de R$ 20 bilhões nos primeiros anos de governo, a exemplo do que vem conseguindo o governo atual. ??Se foi factível até agora, não tem porque não ser no futuro??, afirmou. Ele negou que receberá um estudo da Receita Federal para manter o nível atual de receitas, mas disse que a secretaria tem um ??trabalho estruturado?? que será valorizado. ??Não quero voltar ao ponto zero para começar de novo. O que tem sido feito de positivo será valorizado e vamos procurar fazer ainda mais??, disse. Projetos O futuro ministro do Planejamento, Guido Mantega, recomendou ontem prudência aos novos ministros na execução orçamentária de 2003. Ele disse não saber se haverá necessidade de cortes no orçamento, mas afirmou que é preciso esperar o ano ?funcionar? para fazer previsões. As metas definidas durante a campanha -como a criação de um mercado de massas, promover o crescimento sustentável a uma taxa de 4,5% a 5%, a diminuição da dependência do capital externo, a dinamização do setor exportador e o aumento do nível de emprego- ?não foram esquecidas?. ?Não sabemos qual será o cenário de 2003?, disse Mantega ao chegar ao escritório da transição em Brasília, onde se encontrou com os futuros ministros da Casa Civil, José Dirceu, e Antônio Palocci (Fazenda).

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