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Acordo adia aumento de pre�os de rem�dios
Brasília - O preço de remédios não subirá nos três primeiros meses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Acordo entre a equipe de transição e a indústria farmacêutica, selado anteontem, adia reajustes que poderiam ser realizados a partir de janeiro. O porta-voz do futuro governo, André Singer, informou que o presidente eleito Lula anunciou o acordo, oficialmente ontem, durante a primeira reunião com os ministros nomeados. ?Foi o melhor acordo possível, com preços melhores e prazos maiores?, comentou o futuro ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, antes da reunião. A atual política de monitoramento dos remédios, iniciada dois anos atrás, acaba na próxima terça-feira. O presidente da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica, Ciro Mortella, disse que o governo poderia prorrogar esta política, o que levaria a um reajuste entre 14 e 16% em janeiro, ou deixar a indústria livre para estipular seus reajustes. Ao invés dessas opções, o acordo prevê manutenção dos preços nos próximos três meses. Segundo Mortella, em março, poderá haver correções de 8% nos preços de alguns produtos e os demais seguirão congelados até junho. Nova política Neste período, governo e a indústria estudarão conjuntamente mecanismos para aumentar o acesso da população aos medicamentos e uma nova política industrial para o setor. ?Precisamos sair da armadilha do preço?, afirmou Mortella, explicando ainda que indústria farmacêutica está dando um voto de confiança ao novo governo para que a nova política para o setor seja discutida em ?clima de tranqüilidade?. O programa do governo Lula prevê aumento de compras institucionais para melhorar a distribuição de medicamentos para a população de baixa renda.