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IDH: desigualdades afetam mais negros

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São Paulo - O novo atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil analisa pela primeira vez os índices entre brancos e negros. São números reveladores para um País com, pelo menos, 40,4% de sua população parda e 5,6% negra, segundo o Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ligeiramente maior - passando de 0,619 para 0,700 contra um aumento de 0,757 para 0,811 dos brancos, os negros vivem em média 6 anos menos e têm renda média per capita 2,5 vezes inferior. Se a evolução dos números continuar no mesmo ritmo, serão necessários pelo menos 30 anos para acabar com as desigualdades entre brancos e negros. ?O Brasil não pode mais viver como um avestruz que enfia a cabeça na terra para não ver o problema. Sabemos disso há muito tempo. Os dados só vêm comprovar que essa desigualdade é real e tem cor, a negra?, diz Sônia Maria Pereira Nascimento, advogada do Geledes, organização não-governamental criada por 11 mulheres negras para o atendimento de vítimas de racismo. ?O tratamento dispensado aos negros no sistema de saúde não é igual e ainda existem pessoas prejudicadas na profissão por causa da cor.? A renda per capita média da população negra, de R$ 162,84, representa 40% da renda dos brancos, de R$ 406,77. Outros números Na última década, a esperança de vida ao nascer da população negra teve quase o dobro do crescimento (11,9%) registrado por brancos (6,7%). Mas, a diferença continua acentuada: 65,7 contra 71 anos, respectivamente. A maior evolução conquistada por negros brasileiros entre 1991 e 2000 foi na educação: mais crianças e adolescentes negros estão nas salas de aula.

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