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Primeiro clone brasileiro pode nascer em mar�o

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Rio ? Em entrevista ao jornal gaúcho ?Zero Hora?, o porta-voz da Clonaid para a América Latina, David Uzal, afirmou neste fim de semana que a empresa pode abrir um laboratório no Rio Grande do Sul e que o primeiro bebê clonado do Brasil deverá ser gerado a partir de março, podendo nascer no fim de 2003 ou em 2004. A Clonaid anunciou na sexta-feira o nascimento do primeiro bebê clonado do mundo. O franco-espanhol de 33 anos disse que a Clonaid quer um laboratório em cada continente e que o estado, por ser fronteiriço no Cone Sul, poderia atender à demanda dos argentinos e uruguaios. Perguntado se a Clonaid tem alguma prova de que o bebê que nasceu na quinta-feira é mesmo um clone, Uzal respondeu que ?seria um suicídio para a Clonaid e para o movimento raeliano ter feito tal anúncio se não fosse verdade?, e que em uma semana os testes já estarão feitos. O movimento raeliano é a seita fundadora da Clonaid. Uzal afirmou que cerca de 50 gaúchos fazem parte da seita, que acredita que os seres humanos são fruto de experiências genéticas realizadas por extra-terrestres. O porta-voz está em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para preparar a visita da cientista Brigitte Boisselier, mentora da clonagem, ao estado, o que deve ocorrer no fim de março. Segundo Uzal, o apoio do Museu Internacional de Ufologia Victor Mostajo, que não faz parte do movimento raeliano, favoreceria a instalação do laboratório no Rio Grande do Sul. O porta-voz não descarta o próprio município de Santa Maria como sede do futuro laboratório de clonagem. Uzal afirmou que a Clonaid ?não deseja criar monstros?. Na opinião dele, há hipocrisia na comunidade científica, porque a maioria dos cientistas é a favor da clonagem, mas declara o contrário diante da opinião pública. Uzal contou que não morreram crianças durante a experiência, mas embriões. Dos dez embriões implantados, contou, cinco foram rejeitados, o que o porta-voz considera ?um processo natural na fertilização in vitro?.

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