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Ministro recua e aposentadoria integral permanece para militar

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Brasília ? O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, já percebeu que a proposta de reforma previdenciária não conseguirá atingir todas as categorias profissionais. Depois de defender o fim dos chamados ??privilégios?? de algumas categorias profissionais, como juízes e militares, Berzoini foi obrigado a voltar atrás em suas propostas. Por meio de nota oficial, excluiu os militares da proposta de reforma previdenciária que será encaminhada ao Congresso. O recuo do ministro aconteceu depois do impacto negativo que suas declarações provocaram. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) chegou a ameaçar entrar na Justiça contra a inclusão dos juízes na reforma que cria um sistema único de previdência para os trabalhadores públicos e da iniciativa privada. Por enquanto, o recuo beneficia apenas os militares. ?O ministro (Ricardo Berzoini) considera importante registrar que na sua visão o Regime Especial dos militares das Forças Armadas, não constitui ?privilégio?, pois é derivado de determinações cons-titucionais democraticamente de- cididas conforme o estabelecido no Artigo 142 da Constituição Federal?, diz o comunicado oficial. Força Sindical A Força Sindical divulgou uma nota criticando as propostas para a reforma da Previdência feitas pelo ministro Ricardo Berzoini. O presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse estar ?estarrecido? com a reforma ?a toque de caixa? que o ministro quer aprovar. Berzoini pretende entregar a proposta para reforma da Previdência para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de maio, tempo que ele considera suficiente para que o texto ser analisado e encaminhado ao Congresso Nacional até junho. A reforma prevê, em linhas gerais, a criação de um sistema único de previdência para os trabalhadores públicos e da iniciativa privada. Seria criado um teto único de benefícios, próximo do pago pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), fixado hoje em R$ 1.561,56. Os servidores ? que hoje recebem uma aposentadoria correspondente ao último salário da ativa, sem limite para o benefício ? precisarão contribuir para um regime de previdência complementar para aumentar seus ganhos mensais. ?Ficamos estarrecidos com as declarações do ministro de fazer uma reforma a toque de caixa e de taxar os inativos. Não é justo taxar e impor mais sacrifícios aos milhões de brasileiros que durante grande parte de suas vidas contribuíram para a construção do país?, disse Paulinho, por meio de nota oficial. O sindicalista afirma que é favorável à aprovação da reforma da Previdência. Mas se diz contrário às propostas que acabam com direitos dos trabalhadores. ??Sabemos que a reforma da Previdência Social será árdua. Os problemas com os quais debateremos, privilégios a serem rompidos, dívidas sociais a serem pagas, são complexos, Mas não vamos atropelar o processo??.

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